O ato de acender uma vela é algo sagrado contido em várias culturas religiosas pelo mundo a fora e deve ser feito com profundo respeito.
Quando acendemos uma vela seja para que Entidade, Guia, Santo, ou Orixá que for, estamos procurando com este ato realizar um religare (ligar o Divino ao ser humano).
A vela do Anjo da Guarda
A cor da vela do Anjo da Guarda é branca. Primeiramente deve-se se escolher um lugar apropriado, limpo, de preferência colocar em um local acima do nosso umbigo; então pegamos a vela e esfregamos em nossas mãos mentalizando o que queremos e o que estamos buscando alcançar com esse ato, quando esfregamos as mãos estamos passando a nossa energia para a vela. Utilizamos então um prato branco para colocar a vela e coloca-se um copo de água do lado da vela, a água é vida, não se deve beber a água do anjo da guarda, a não ser que ela tenha um propósito de cura e seja recomendado por alguma entidade, caso contrário não se bebe, lembrando que essa forma de canalização sempre vem após uma recomendação de um Guia que saberá orientar como deverá ser feito. Na água de anjo da guarda podemos notar que sua forma pode mudar, apresentando um aspecto diferente de quando foi colocada, muitas vezes podem aparecer, bolhas, a água ficar turva, nebulosa, gordurosa, a água pode diminuir, pode sair fumaça dela, a água puxa muitas vezes a energia que a pessoa está, principalmente a negatividade que está sendo tirada. Lembrando que muitos desses sinais são ocorridos pela ação do magnetismo.
Procure sempre, depois que a vela apagar, jogar a água do copo no pé de uma planta forte e bonita, mas que não solte leite e nem tenha espinhos, se não puder jogar em uma planta abra a torneira da pia, deixe correr a água e derrame junto a água do copo, pedindo que todo mal seja descarregado.
O astral superior não entende nada de negativo, então quando for pedir algo, peça sempre positivamente. Por exemplo, nunca diga: Ah meu Anjo da Guarda NÃO tenho saúde, NÃO consigo emprego, estou desesperado. Opte por rezar assim: Gratidão Meu Anjo da Guarda pela boa saúde, pela prosperidade e fartura, pela paz do meu lar. A força da palavra tem grande poder no plano astral.
Não se deve acender uma vela sem ter um dono a qual está sendo ofertada. Caso contrário espíritos não muito idôneos podem compartilhar da energia dela. Uma vela bem acesa emite sinais que muitas vezes podem surpreender, algumas chegam a mudar a cor da chama ficando azuladas, outras aumentam suas chamas de tamanho, algumas chamas podem partir em duas, outras cospem labaredas.
A vela é um dos mais antigos instrumentos de magia por isso que o ato de acender uma vela tem que ser visto com maior responsabilidade e cuidado. E muita concentração para que não haja desvios de canalização das energias.
Muitas vezes as pessoas acendem uma vela para o Anjo da Guarda achando que o Anjo precisa da Luz da vela, mas na realidade essa Luz é para nós mesmos, com esse ato estamos nos iluminando nos religando ao sagrado, trazendo o nosso Anjo para mais perto de nós e para nossa proteção. Quando acendemos uma vela estamos em busca de Paz, de conforto, é o momento que estamos sobre as graças do Divino.
Observe quando nossos guias firmam seus pontos e colocam suas velas, a forma com que manipulam, usam os elementos, as vezes nas situações tão costumeiras que muitas vezes passam desapercebidas pela desatenção dos médiuns, os médiuns deixam de aprender lições preciosas.
A vela muitas vezes simboliza a destruição, mas também o renascimento. É necessária muita responsabilidade para se acender uma vela. Devemos ter em mente que o uso da vela deve ser para fazer o bem, pois do contrário podemos nos destruir, pensando em destruir alguém.

Na Umbanda a diferença entre esses Orixás se coloca de forma mais prática. São vistos como Tronos de Deus que subsistem e se manifestam na natureza e na vida através das energias que irradiam.















