Posts Tagged ‘Oxalá’

Um pouco da qualidade de cada Orixá.

Oxalá é a fortaleza, a paciência, a doação do amor incondicional, que não julga, não cobra, apenas ama e cura, não somente as enfermidades físicas, mas as da alma. Estabelece a ligação com a espiritualidade e leva ao despertar da fé.

Xangô é a sabedoria, o amor e o respeito à vida, em obediência as leis de Olorum (Deus); é o entendimento do encadeamento de nossas ações e reações, as quais estabelecem uma relação de causa e consequência no sentido de ascensão espiritual. É o equilíbrio cármico.

Oxossi é o aconselheiro, o “caçador de almas”, o poder da palavra em ação, corresponde a nossa necessidade da saúde espiritual e física através da renovação, nutrição, fartura, riqueza, liberdade de expressão e a prosperidade em todos os sentidos.

Ogum é a vontade, a generosidade, a franqueza, os caminhos abertos, a energia propulsora da conquista, o impulso da ação, da vontade, o poder da fé, a força (luta) inicial para vencer o medo e ocorrer a transformação interior.

Iemanjá é o respeito, o amor, o despertar da Grande Mãe em cada um de nós, o bom relacionamento familiar, a emoção, a doçura, a compaixão e o respeito a individualidade de cada um.

Oxum é o amor doação, o equilíbrio emocional, a misericórdia, a compaixão, a concórdia, complacência, a fertilidade e o equilíbrio emocional. É quem faz a caridade ao próximo, que agasalha, alimenta e reconforta.

Iansã é o movimento, a necessidade de mudança, de deslocamento. Representa a rapidez de raciocínio (o raio), a coragem, lealdade, franqueza, transformações materiais, avanços tecnológicos e intelectivos, a luta contra as injustiças. Auxilia no despertar da consciência e no equilíbrio das ações humanas.

Exu é a comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. Exu é o orixá do movimento, a ligação do material com o espiritual, a abertura de caminhos para os negócios. Auxilia em nossa transformação do errado para o certo.

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UMBANDA…complementação do meu EU!

Umbanda é, para mim, a complementação do meu EU.
É dentro do terreiro ajudando e sendo ajudada que encontro a razão maior de minha existência aqui na Terra.
É no terreiro praticando a caridade, transmitindo os conhecimentos adquiridos, tentando elucidar as dúvidas dos meus irmãos médiuns ou assistentes, levando um pouco de carinho e esperança a cada irmão que vem em busca de um simples abraço amigo ou limpeza espiritual, aprendendo a humildade, a disciplina e a paciência, no trato com meus irmão de fé, que encontro a satisfação e a alegria em pagar meus débitos, pois Oxalá foi generoso quando me permitiu fosse esta a forma de pagamento da minha divida para com Ele e todos os meus irmãos.
Umbanda é amor, caridade, perdão, humildade e o caminho ao encontro de nós mesmos em busca da paz que, um dia, por desconhecimento ou fraqueza, deixamos de merecer.
Umbanda é minha lição de vida, arrisco a dizer minha própria vida, onde procuro não só adquirir ou transmitir conhecimentos, mas vivenciar aquilo que prego e acredito.
Ninguém dá o que não tem, por isto procuro viver de acordo com tudo aquilo que prego.
 Não sou fanática…sou honesta.
Não posso pregar amor, caridade, humildade, honestidade e perdão se não os conheço e não os tenho. Se tudo que digo ou transmito for falso, Oxalá, os Orixás e meus Guardiões estarão ali para me julgar, por que nada fica escondido, sendo falsa com os outros estarei sendo comigo também.
É tentando ser justa e honesta, tendo fé e humildade que caminho em busca de minha evolução espiritual, servindo aos meus irmãos, não apenas dentro do nosso humilde terreiro, mas quando as Entidades acharem necessário minha presença.
Agradeço todos os momentos de minha vida à oportunidade que Oxalá me deu, de fazer parte do seu Exército, de permitir que este pequeno ser em evolução tivesse conhecimento da Grandeza Espiritual que se descortina aos olhos daqueles que como eu, engatinha rumo à evolução… na esperança de lapidar o espírito… para pouso em novas esferas.
Que a luz de Oxalá ilumine todos seus filhos, em todos os horizontes do mundo.
Benção meu Pai!
 

(Relcain)

Rosas para Iemanjá

 
 http://youtu.be/YfUFrCV6SXM
 
Iemanjá vem sobre as águas
Ela vem pra receber, rosas brancas, rosas brancas
Que eu vim lhe oferecer.
Rosas brancas, rosas brancas
Rosas brancas pra Iemanjá
Distribua entre as sereias que trabalham na orla do mar.
Rosas brancas, rosas brancas
Eu vim lhe ofertar
Com pedido de alegria, paz e saúde
Na fé de Oxalá.
                                       (Relcain)
 
Homenagem a minha mãe Iemanjá. Odoiá minha mãe!

O BATISMO NA UMBANDA

Na Umbanda, ainda são poucos os médiuns que são batizados.

É comum constatarmos que ainda existem muitos médiuns desenvolvidos, médiuns de longa data dentro da Umbanda, mas que não são batizados.

Nós Umbandistas precisamos valorizar nossa Religião e mostrar à todos que temos fundamento e sacramentos.

O batismo é indispensável, pois só após o batismo o médium terá uma vida religiosa completa. Este ato é Divino e reveste a aura espiritual e mental. Em todas as religiões, o batismo é sem dúvida um sacramento primordial e na Umbanda não é diferente.

O batismo é o primeiro ato litúrgico para conversão do filho de fé, é um ato simples, porém o mais importante de todos, pois é a porta de entrada da benção Divina de Oxalá e dos Orixás.

Os umbandistas ao se batizarem criam uma ligação muito forte com Oxalá e os seus Orixás.

Assim, o Batismo é o condão de iniciação onde em seu ato batismal se reconhece a aceitação da religião umbandista, bem como, sua condutora nos caminhos divinos, e a aceitação definitiva, a opção e a integração religiosa que abrirá suas portas para as obrigações e iniciações, que surgirão a partir deste momento.

No Batismo, o iniciante e iniciado, recebem a benção dos Orixás e dos Mentores de Luz do contexto espiritual umbandista que lhe abrirão as portas da evolução no caminho de nossa fé. É o florescimento e a coroação do umbandista como prova de sua religiosidade e dedicação.

O batismo dentro da Umbanda tem por finalidade regular a faixa vibratória da pessoa (adulto ou ainda criança) para que durante a sua vida terrena,  ela possa ter uma receptividade para as boas vibrações.

Na Umbanda quando do Batismo, também, escolhemos um padrinho e uma madrinha. O ritual é realizado no terreiro, aos sons das músicas apropriadas para a ocasião.

O sacramento do Batismo é ministrado através dos seguintes elementos:  água, que representa o astral (sentimentos);  sal, que representa o aspecto material (físico);  óleo, o princípio espiritual (divino); fogo, a luz da vela, o principio mental (inteligência) com esses elementos é realizado o Batizado na Umbanda.

É realizado para revestir o espírito e o mental do Ser com uma aura protetora semelhante à proteção Divina que o espírito recebe ao reencarnar. É a “entrada” do espírito na dimensão religiosa da Umbanda, é quando o médium se torna Filho de Olorum e seguidor de Pai Oxalá, passando a fazer parte de Seu “exército branco”.

Ele é o primeiro e o mais importante Sacramento, pois é a porta de entrada para o recebimento das bênçãos divinas e dos demais sacramentos. Pelo batismo, a pessoa é incorporada à Umbanda, passando a ter os direitos e deveres próprios da religião. É um cerimonial litúrgico poético, santificado e participativo da vida divina onde preces, toques, cantos e atos litúrgicos específicos compõem a linguagem expressiva e encantadora de nossa religião.

O ritual pode ser praticado dentro do próprio terreiro, como também na cachoeira. É indispensável a água da cachoeira que tem o poder de limpar, purificar e alimentar nosso espírito e quando jogada ou aspergida na coroa, chacra coronário, faz a purificação desse chacra e ativa-o promovendo uma unificação com as forças espirituais superiores além de fortalecer, equilibrar e alimentar nossa alma com vibrações puras e harmoniosas.

A vela batismal que é acessa simboliza a luz, o ‘espírito vivo’, que deve ser entregue ao batizando para que se lembre da luz que o acolheu e que sempre o acolherá.

Na Umbanda ainda, mais que padrinhos encarnados, contamos com o amparo dos Guias Espirituais e os Orixás que se manifestam na hora da consagração adquirindo a guarda desse médium. Momento mágico e divino que exprime a verdadeira realidade do amor, da bondade e da benevolência, superando qualquer sentimento.

CONHECENDO EXU E POMBA-GIRA

O EXU

Primeiramente há que se dizer que a forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais, porque os espíritos que compõe a falange de Exu são espíritos como nós. Então Exu tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, dois olhos, enfim… São assim como nós. Foram homens e mulheres normais das mais variadas profissões. Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos… Exu não é o Diabo. Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior. Na umbanda, os Exus trabalham em busca da evolução e da prática do bem, portanto ao contrário dos mitos envolto ao “Diabo” ou “Demônio”, os Compadres (Exus) trabalham para resolver os assuntos imediatos, mas nunca prejudicando alguém. Por mais humano que Exu se manifeste e se expresse, devemos sempre ter educação e respeito para nos dirigirmos mentalmente ou pessoalmente a qualquer um deles, pois são senhores Guias Espirituais que trabalham para Deus e os Divinos Orixás com caridade, responsabilidade e muitas vezes a nossa frente para nos defender e proteger de demandas e embates astrais negativos. O exu não é a figura grotesca, horrendas como mostram algumas estatuetas mal interpretadas. Na Umbanda, como ser humano, é idêntico a todos nós; mas sendo espírito desencarnado pode ser visto por sensitivos ou médiuns videntes ou aparece; materializado, tomando a forma que lhe convier: feia ou simpática, inclusive a de um homem viril, musculoso e bonito. Sua imagem com chifres e rabos é herança de sua identificação com o Satanás. E simplesmente um condicionamento proveniente de outras religiões. Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica. Como o Orixá iria “colocar” Exu como Guardião se ele não fosse confiável? Se ele se “vendesse” por um despacho, por cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?

Se até uma criança sabe o que é “certo” e o que é “errado” Exu não vai saber? Exu não é idiota.    

Talvez por sua semelhança conosco, os encarnados, estas entidades transmitam uma imagem de companheiros, de amigos dos mais chegados. Os Exus nas Giras de Umbanda apreciam uma boa bebida, um bom fumo, e uma conversa regada a boas gargalhadas. Se deliciam com uma penosa (frango assado) e uma boa farofa no dendê. Os Exus conversam com seus consulentes com igualdade, são atualizados, pois nos acompanham lado-a-lado. Por esse motivo têm a facilidade de resolver os assuntos “urgentes”, coisas que necessitam de solução imediata. O papel dos Exus é mais atuante do que se pensa. Além de serem mensageiros dos Caboclos e/ou Pretos-Velhos (depende de quem for o guia chefe do médium), ainda possuem uma destacada atuação junto a nós, pois são executores kármicos. O que exatamente isto quer dizer? Quer dizer que se nós andarmos na linha justa, se nos habituarmos a cultivar pensamentos, sentimentos e atitudes equilibradas nosso karma será certamente reduzido ao longo da vida, e nosso amigo Exu nos ajudará em tudo. Mas, se caso assim não procedermos certamente esse mesmo amigo Exu entrará em ação, efetuando a cobrança kármica para conosco mesmos, sempre em nome da Lei Cósmica Divina. Temos que ter em mente que estes amigos nada fazem por si só. Executam ordens de seus “chefes”, ou seja, nossos mentores espirituais. No trabalho do médium de Umbanda um desses Exus é o de frente. Exu é aquele que dá consulta e se coloca a serviço do Guia Chefe do médium. Exu tem mais luz que podemos supor, mas por amor ao Divino Criador e aos Amados Orixás serve à Luz nos campos trevosos, em combate a todos que blasfemam ou que atuam contra as Leis Divinas; Exu oculta sua luz pra poder entrar nos campos negativos em socorro ou combate; Exu verbaliza de forma humana para bem ser entendido por nós; Exu conhece e respeita as Leis Divinas, as Linhas de Trabalho e todos os médiuns que assim merecem ser tratados. Quando em função do trabalho que irá executar ou da “batalha” que irá travar Exu estuda o ambiente que irá entrar, em seguida vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estuda os seus “adversários”, suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão, seus medos, etc. Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater. Lembrando que Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão direta de um enviado de Orixá. Com isto vemos outra capacidade de Exu, vibrar em faixas diferentes de energia.

E detalhe importantíssimo: tudo isso sem a necessidade de sacrifícios de animais e despachos em encruzilhadas, porque quem “recebe” tudo isso é kiumba! Lembrando ainda que isso dentro do Ritual de Umbanda!

Os  guardiões são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente. Os Exus são trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina. Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa é  a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações. A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente as almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira tocamos seus sentimentos mais puros e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, pelo menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que todos, não só os médiuns, tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles os nossos guardiões e, também, da sessão de Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões…) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.   Nas sessões ritualísticas umbandistas, dificilmente um dirigente de terreiro tem força suficiente para desmanchar um trabalho de macumba, usando apenas o seu guia (ou orixá, como queiram). Mesmo porque cada qual tem seu campo de ação limitado. O preto-velho, o caboclo, por exemplo, não descem às camadas vibratórias mais densas com a finalidade de demandar com o exu, assim como o engenheiro não vai preparar argamassa ou carregar tijolos para a construção do edificio. Este o motivo pelo qual, consultamos o preto-velho ou o caboclo, percebendo tratar-se de caso pesado de magia negra, alegam ser coisa para o “compadre” resolver. Que chamem o exu da casa. Logo, cada um tem atribuições próprias dentro da área vibratória que lhe corresponde. Em alguns casos, pode o caboclo, o preto velho desmanchar trabalhos de Quimbanda, embora não seja o normal.   Aos Exus de trabalho podemos pedir ajuda na solução de problemas e ajuda a outras pessoas, sempre conscientes do nosso e do merecimento alheio, sempre sob as Leis de Deus. Ao Exu Guardião devemos pedir somente auxílio nas questões pessoais, no sentido de amparo, sustentação, proteção e condução na linha reta evolutiva. A todos devemos sempre ter respeito, tratando-os com reverência, pela alcunha de senhores.

É necessário entender que na Umbanda não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos para trazer a pessoa em “X” dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança. Lembre-se sempre: a Umbanda é Caridade!
 

A POMBA-GIRA

A Pomba-Gira é uma entidade espiritual de psiquismo feminino, pertencente, tanto às linhas da Umbanda como da Quimbanda. E um exu mulher. Era invocada na Idade Média com o nome de Klepoth, como também é conhecida no Ocultismo.  As Pomba-Giras adoram dançar, na maioria das vezes usam roupas coloridas, extravagantes, geralmente em tons de vermelho e preto, apreciam um bom cigarro, Champagne (em uma bela taça, lógico), a maioria delas se utilizam de rosas vermelhas em suas magias, são vaidosas, sensuais, e extremamente ligadas ao amor. Ajudam nas situações mal resolvidas do coração, que é fator predominante para se viver bem.   Recebe seus presentes nas encruzilhadas em forma de “T”. Sua cor é o vermelho vivo, tanto nas velas como nas roupas e guias (colares). Adora rosas vermelhas, cor de sangue, roupas elegantes, jóias e perfumes caríssimos. A Pomba-Gira comanda 7 falanges compostas de 7 legiões de exus mulheres, cada uma das quais toma diversas identificações: Maria Padilha, Maria Molambo, Sete Saias, Sedutora, Pomba-Gira Menina, da Praia, das Almas, das Matas, etc. Algumas até adotando nomes curiosos pitorescos, como “Assanhada”, “Sirigaita”, “Provocante”, “Adúltera” e outros.  As moças, também chamadas assim de forma carinhosa por todos nós filhos de Umbanda, geralmente se manifestam na Gira dos Exus, pois são elas as companheiras dos Compadres. Cada uma do seu jeito, mas sempre com a beleza e a sensualidade estampadas em seus trejeitos. Assim são as moças, alegres, belas, e profundas conhecedoras do coração. Exu e Pomba Gira quando incorporados em seus médiuns, podem se apresentar de duas maneiras básicas: alegres ou sérios. Mas mesmo na alegria não há desrespeito ou comportamentos inadequados a um templo religioso.  Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de quem? Dos médiuns invigilantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a serviço do astral inferior!   São esses absurdos que fizeram com que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão detestados por outras religiões! Cada filho de Umbanda tem seu Exu individual e sua Pomba Gira. Cada um dos Orixás, com seus correspondentes padrões vibratórios, possui seus Exus.  Vale ressaltar que a Gira de Exus e Pomba-giras são das mais concorridas pela assistência de Umbanda.

 Agora já podemos começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Então, vamos ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”. Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido. E as Pomba-giras seriam as “margaridas” mulheres que trabalham também na limpeza das ruas de nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou o que é pior, para desfazer casamentos… Isto é uma coisa absurda e vulgar… O trabalho da Pomba Gira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.

Esses lixos são:   – Nossos pensamentos e atos negativos.  – A sociedade desigual, perversa e preconceituosa.  – Nossas emoções negativas e egoísta se sobrepondo a nossa capacidade de amar.

Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando.  

Fonte:  Os Exus – J. Edson Orphanake; Os Orixás Umbanda – José Luiz Lipiani; Tambores de Angola – Robson Pinheiro; Os Exus – Sociedade Espiritualista Mata Virgem.

A UMBANDA NA VISÃO DESTA FILHA DE FÉ

Quando fui apresentada à Umbanda me encantei por sua doutrina e pela beleza de seus ensinamentos. E hoje, após tantos anos, sob a luz desta doutrina acredito, com toda convicção, que reencarnei com o espiríto impregnado de amor pela Umbanda. Sem ela eu não saberia como me harmonizar com minha vida e meus semelhantes. Ela é a oportunidade que Olorum me deu para resgatar meus débitos e me harmonizar com o universo. Sem a compreensão espiritual, sem o conhecimento adquirido na Umbanda, eu jamais entenderia a beleza e a grandeza das obras de Olorum.

O preconceito sofrido pela doutrina espírita, em especial a Umbanda, é por parte de espiritos ignorantes e pobre de conhecimento dos mandamentos de Deus e daqueles que não conhecem nem procuram conhecer as bases espirituais desta maravilhosa filosofia de vida.

A Umbanda prega o amor, a caridade, o perdão e o respeito pelo livre arbítrio de cada um, dos nossos semelhantes. O umbandista não é um seguidor do mau ou macumbeiro, é sim, um seguidor das leis de Deus (Olorum) e dos exemplos de Oxalá (Jesus).

Em todas as religiões há aqueles que praticam o bem e aqueles que são voltados para a prática do mau. Os preconceituosos e os ignorantes, da doutrina espirita, costumam demonstrar sua falta de conhecimento espiritual, atacando o espiritismo, tendo como alvo exclusivo os umbandistas. Caluniam e difamam, o que não conhecem, referido-se a Umbanda como religião do demônio, prática de magia negra, bruxaria, culto ao mal, etc…, além de nos responsabilizar pela matança de animais e sacrifícios de seres humanos à prática de magia negra. Difamam a Umbanda e seus seguidores sem conhecerem sua essência, sua doutrina e a maravilhosa filosofia que seus ensinamentos revelam.

Em um terreiro, centro ou casa de umbanda os trabalhos são voltados para o bem, os ensinamentos são no intuito de que se pratique a reforma intima, com a finalidade de se crescer espiritualmente e evoluir.

Com a Umbanda, aprendemos a vivenciar a lei de causa e efeito e entender que só temos o que merecemos. Portanto, é necessário, plantar o bem para receber o bem. Compreendemos que o plantio é opcional mas a colheita é obrigatória.

Nenhuma religião ensina a valorizar a vida e entender os seus “porquês” como a Umbanda. Seus adeptos entendem que só através de uma reforma intima, da aceitação de seus defeitos, da necessidade de corrigir erros passados, de manter o amor, a caridade e o perdão em seu coração é que nos tornamos merecedores daquilo que desejamos e da felicidade que nos está reservada.

Só quem entende e conhece a Umbanda é capaz de compreender a imensidão do amor de Oxalá, para com seus irmãos, e a grandeza de Olurum ao permitir o uso de nosso livre arbítrio, no decorrer de várias encarnações; para pagamento dos débitos praticados por nós em encarnações passadas.

Quem conhece a Umbanda sabe que Ela é o maior presente e a maior oportunidade que Olorum e Oxalá nos deixou para nosso crescimento e evolução espiritual.

A Umbanda só pode ser praticada se for exemplificada pelo amor, caridade, fé e perdão. Deve ser demonstrada muito mais pelos atos do que pelo verbo. Que Olorum (Deus) e Oxalá (Jesus), conceda a cada um de Seus filhos a doce alegria de conhecer a Umbanda.

Sinto-me orgulhosa, feliz e imensamente agradecida a Olorum e Oxalá por permitir que eu reencarnasse sob a Luz da Umbanda e por me agraciar com a sabedoria de aceitar e acatar seus ensinamentos.

Raquel Elcain, em 22 de junho de 2011.

UMBANDISTA com muito ORGULHO!

Não tenho medo de me expor aos olhos dos outros, nunca neguei e jamais negarei a Religião que fez de mim este SER HUMANO ávido de conhecimento, na necessidade e esperança de tornar-me alguém melhor.

Sinto orgulho em dizer que sou Umbandista e estou procurando adequar os exemplos de HUMILDADE e PACIÊNCIA ao meu viver, ministrando em meu espírito os ensinamentos da semeadura ao AMOR, distribuição da CARIDADE e a aplicação da tão necessária e difícil arte do PERDÃO começando, assim, a dar meus primeiros passos para o pagamento dos débitos por mim adquiridos.

Estou tentando vivenciar os ensinamentos de Oxalá e dos Orixás, na fertilização de minha fé, na preparação do meu espírito para o conhecimento da grandeza de Oxalá em minha vida e de todo ser existente no Universo. Quando me deparo com as “injustiças” que só a Reencarnação e a querida Umbanda conseguem justificar, sinto-me agradecida a OXALÁ por me permitir o conhecimento da existência de uma JUSTIÇA DIVINA amparando, sempre, nosso caminhar.

Ser UMBANDISTA é o júbilo maior do meu espírito.

Nasci para ser UMBANDISTA. Não teria a compreensão e o conhecimento dos comprometimentos cármicos em outra religião.

Na UMBANDA me reencontrei como ser espiritual em evolução, estou aprendendo a amar e perdoar, conviver com meus conflitos, amenizar meus erros, superar meus defeitos, aceitar meus irmãos com suas qualidades e defeitos; procurando me desvencilhar do egoísmo, afastar a vaidade doentia, o orgulho implacável e entender que meu sofrimento hoje é a reação das ações cultivadas em outras eras.

Como espírito encarnado, em busca de evolução espiritual, estou aprendendo que a minha alegria e felicidade consistem, somente, em livrar meu coração das mazelas passadas.

Sem a UMBANDA não conseguiria entender que as “injustiças” de Oxalá são, na verdade, o lenitivo necessário a evolução de nossos espíritos compromissados com o passado mas, ainda assim, possuidor da Benevolência de Oxalá, no resgate de nossos débitos, perante uma nova encarnação.
(Raquel Elcain Soares)