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O que é UMBRAL?

A palavra Umbral significa soleira, portal. Esse termo foi usado na pelo espírito André Luiz, em seu primeiro livro, Nosso Lar, para nós podermos compreender do que ele falava. Eu entendo, por Umbral, o limite entre os dois mundos: o dos vivos – dos encarnados – e o dos espíritos – dos desencarnados. A Doutrina Espírita diz que todos, ao desencarnarmos, passamos por um estado de perturbação; uma espécie de confusão mental. Alguns espíritos ficam nesse estado por alguns minutos; outros ficam horas e outros, por anos. Eu entendo que estar no Umbral tem muito a ver com esse estado de perturbação de que a codificação nos relata.Penso que, ao desencarnar, quando o espírito está nessa soleira, nesse portal, e não entende ou não aceita sua nova condição, ficando “desorientado”, um estado de perturbação, ele está em uma espécie de portal ou umbral, pois está bem próximo da crosta terrestre, mas não está encarnado. Então ele permanece entre esses dois mundos. Por estar contrariado com seu desencarne, não ter esclarecimento, fé em Deus, nem acreditar em vida após a morte, ele sofre e, às vezes, sofre muito. Ai espíritos, como o caso do espírito André Luiz, que enviou inúmeros relatos bastante esclarecedores, contam que o sofrimento em demasia é gerado pela consciência da própria criatura que se cobra, exatamente por tudo o que ela fez ou deixou de fazer. As Leis de Deus são imutáveis para todos. O Pai não protege um mais do que ao outro. O orgulho, O egoísmo, a falta de caridade e todas as nossas ações erradas vão se transformar em dores na alma e, muitas vezes, no corpo espiritual. Esses espíritos se aglomeram por atração psíquica, em certa região ali padecem se punem. São regiões extremamente tristes. Outros espíritos que não fizeram nada de mal, porém não se espiritualizaram o suficiente, mesmo tendo oportunidade para isso ou ficaram inconformados com seu desencarne, também podem se prender na crosta terrestre, geralmente junto da família. Experimentam grande dor mental. Não se elevam. Provavelmente, não vão para aglomerados ou regiões extremamente tristes e de sofrimento, porém não deixam de estar, de certa forma, perturbados no Umbral, na soleira entre os dois mundos, pois não podem mais viver encarnados, como querem e não têm condições psíquicas de elevação para irem para uma colônia mais elevada. O que pode acontecer, então, é o espírito ficar muito ligado à família ou a um encarnado que goste muito. Sendo assim, ele suga as energias fluídicas do encarnado, gerando fluidos pesarosos, ou seja, energias negativas que são captadas e entendidas pelo encarnado como uma vibração de dor, de infortúnio. Isso dá origem a pensamentos profundamente tristes. Origina de uma forma mais intensa, o desespero, o pânico, a ansiedade, a depressão, as neuroses e outras coisas. Se o encarnado não reagir, não se elevar, não mudar os pensamentos, não atuar e se entregar a ideias inferiores, essa ligação com 0 desencarnado pode lhe causar doenças no corpo físico que surgirão por causa dos fluidos espirituais manipulados, inconscientemente, pelo desencarnado, que fica lamentando seu destino e sua condição.

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OBSESSÃO

A obsessão é um dos maiores perigos que podemos enfrentar seja aqui no planeta ou nas esferas espirituais.

A obsessão pode atingir encarnados e desencarnados, e trata-se de um processo em que um Espírito envolve outro (que pode estar encarnado ou não) de maneira a pouco a pouco transformá-lo em uma marionete para que satisfaça todas as suas vontades.   

Pessoas em processo obsessivo podem ser atendidas em Centros Espíritas que possuem trabalhos de desobsessão. Nestes trabalhos há a presença de médiuns que recebem os Espíritos que estão obsidiando os encarnados ali presentes, a fim de buscar esclarecer-lhes sobre a necessidade de se afastarem.

Algumas vezes o processo obsessivo começa por uma simpatia entre o Espírito e o encarnado que estão na mesma frequência. Porém isso é bastante raro. Em geral, trata-se de Espíritos que buscam vingar do encarnado por algo que viveram juntos em outras vidas, e, para isso, aproximam-se deles, incutindo lentamente pensamentos que o encarnado começa a tomar como seus.

Pouco a pouco, eles vão aumentando o controle sobre o encarnado, até que chega o momento em que o processo de obsessão já está avançado e o encarnado se torna vítima completa dos Espíritos, que podem chegar a, inclusive, intuí-lo a praticar o suicídio.

O Livro dos Médiuns esclarece que existem três tipos de obsessão.

– A primeira delas é simples e é quando o espírito se aproxima do encarnado e passa a lhe inspirar diariamente pensamentos, que começam a se misturar aos do encarnado, que lentamente passa a ouvir tudo o que o Espirito lhe pede para fazer.

Este estágio pode evoluir para o grau de fascinação. Nele, o encarnado começa a idolatrar o Espírito seguindo a risca tudo o que ele lhe intui e passa a estar em sintonia total com ele, enganado por uma espécie de ilusão produzida pela ação direta do Espírito.

– O terceiro estágio é o mais perigoso. Nele, já se configura a subjugação, em que o encarnado perdeu total controle e passa a ser comandado pelo Espírito que intui tudo o que ele deve dizer ou as ações que deve praticar. Trata-se, portanto, de uma opressão que paralisa a vontade daquele que a sofre. Quando chega a esse estágio, o tratamento já é muito difícil, pois o encarnado já está de tal maneira envolvido que não se dispõe a receber ajuda, acreditando não necessitar dela.

Essa subjugação pode ser moral, em que a pessoa é solicitada a tomar decisões absurdas e comprometedoras, ou corporal, em que o Espírito age diretamente sobre os órgãos do corpo provocando movimentos involuntários, e levando o encarnado a praticar atos considerados ridículos.

Muitas vezes, acaba sendo dado como louco pela sociedade e internado em algum manicômio. Porém, frequentando trabalhos de desobsessão, este encarnado pode receber auxílio, sendo necessária a ajuda de amigos e parentes para convencê-lo da necessidade de tratamento.

Como dito, em geral, esses casos de obsessão, são motivados pelo desejo de vingança que o Espírito obsessor nutre.

O tipo mais comum de obsessão é a que se dá do Espírito para o encarnado, entretanto a obsessão pode se dar de encarnado para Espírito e de encarnado para encarnado.

O segundo caso acontece quando o encarnado não para de pensar em quem desencarnou se dando este processo normalmente pela ação de familiares ou amigos do desencarnado, que não param de pensar, sofrer e chamar pelo morto, e acabam prejudicando-o no outro lado, à medida que ele pode receber esses pensamentos e agravar seu estado de desequilíbrio.

Em alguns casos também temos a obsessão de encarnado para encarnado, em que um indivíduo começa pouco a pouco a influenciar o outro, e esta influenciação pode evoluir até o total controle sobre o outro.

A ação dos Espíritos se dá somente quando eles se sintonizam com o encarnado e, para isso, é necessário que esteja na mesma faixa de vibração. A obsessão existe para que os encarnados e Espíritos possam ser testados se já evoluíram e, principalmente, como um mecanismo para a Lei de ação e reação, em que tudo o que é feito em determinado momento gerará consequências positivas ou negativas de acordo com o ato. Com a existência da obsessão é possível esses ajustes sempre que eles se façam necessários, tendo esta uma função para reajuste e resgate.

A única maneira de evitar a obsessão é mantendo o pensamento firme, focado no bem, e fazer orações para se ligar a Deus toda vez que sentir certo desequilíbrio.

Que é possível fazer-se para “curar” uma obsessão?

Em qualquer processo de obsessão o remédio está numa conduta assentada na ética cósmica; está na reforma interior. Também é importante procurar um centro espírita, para receber passes e orientações, e para que o espírito obsessor possa ser devidamente assistido em trabalhos específicos. Os centros espíritas são instituições onde melhor se conhece esses assuntos e onde se trabalha sistematicamente para ajudar em situações como essas.

Mas a cura depende principalmente do obsidiado, do esforço que faça pelo próprio crescimento e iluminação. Quando consegue desenvolver amor em seus sentimentos, transformando-o numa constante em suas atitudes, com isso estará elevando a própria freqüência vibratória, fugindo á sintonia que tinha com o espírito obsessor. Isto é muito importante porque essas perseguições espirituais movidas por sentimentos de vingança mostram que o perseguido de hoje é o algoz de ontem, ou seja, tem uma dívida kármica que precisa resgatar. Nestes casos a melhor forma de resgate está em conseguir o perdão do obsessor e ajudá-lo a encontrar o caminho para seu próprio crescimento espiritual. Para isso, os centros espíritas ajudam muito com os trabalhos de desobsessão, que são realizados com muito amor.

Quando algum espírito perseguidor, ou mesmo alguma entidade de baixíssima condição espiritual é envolvido nas vibrações de amor do grupo, observa-se nele grandes mudanças.

Um médium vidente presente aos trabalhos pode observar como essas mudanças são radicais. Um espírito de baixa vibração geralmente é visto pelos videntes com aparência feia e até mesmo horrível, e vestido ou envolvido em roupagens escuras, mal-cheirosas e de desagradável aspecto. Mas, quando recebe a vibração de amor do grupo e do médium que o incorpora, algo nele começa a se desintegrar. Então, o doutrinador conversa com ele, levando-o a ver que assim está prejudicando a si mesmo, atrasando a própria evolução. Procura levá-lo a perdoar e a se afastar de quem está perseguindo. Os espíritos benfeitores, responsáveis pelo trabalho, também usam inúmeros outros recursos, tais como trazer algum espírito que foi muito querido ao obsessor, para tentar convencê-lo a perdoar e abandonar a perseguição. Assim, com o desenrolar dos trabalhos até a sua aparência vai se modificando para melhor.

Fonte: Desvendando Nosso Lar – Luis Eduardo de Souza