Posts Tagged ‘amor.’

Jesus por companhia

 

 

 

http://youtu.be/NvQJ4Q-5TCI

Jesus meu amigo de todos os momentos!

 

 

 

 

 

                 ♪♫ ♪♫

Jesus, ó meu amigo,

Ao meu lado sempre está

Com sua luz me envolvendo

E o meu caminho a iluminar.

Não tenho medo das trevas

E nem da noite a escuridão

Quem tem Jesus por companhia

Traz a luz no coração!

          ♪♫ ♪♫

Jesus, ó meu amigo,

Ao meu lado sempre está

Com sua luz me envolvendo

E o meu caminho a iluminar.

Não tenho medo das trevas

E nem da noite a escuridão

Quem tem Jesus por companhia

Traz a luz no coração!

(Relcain)

Anúncios

Eu vi Iemanjá

http://youtu.be/blKtc4LxgSA

 
 
 Eu vi, eu vi
 Eu vi Iemanjá
 Abraçada com as rosas
 Que os filhos jogam no mar.
 
 Este abraço transmite,
 Transmite todo amor
 Com que os filhos jogam as rosas
 Ali em seu louvor.
 
 
 
 
Eu vi Iemanjá recebendo nossas rosas e abençoando nossa fé.
Surgiu assim essa pequena homenagem para a Rainha do Mar; água e sal que alimenta a vida.
Obrigada minha mãe pela proteção em minha vida. 
                                  (Relcain)

UMBANDA…complementação do meu EU!

Umbanda é, para mim, a complementação do meu EU.
É dentro do terreiro ajudando e sendo ajudada que encontro a razão maior de minha existência aqui na Terra.
É no terreiro praticando a caridade, transmitindo os conhecimentos adquiridos, tentando elucidar as dúvidas dos meus irmãos médiuns ou assistentes, levando um pouco de carinho e esperança a cada irmão que vem em busca de um simples abraço amigo ou limpeza espiritual, aprendendo a humildade, a disciplina e a paciência, no trato com meus irmão de fé, que encontro a satisfação e a alegria em pagar meus débitos, pois Oxalá foi generoso quando me permitiu fosse esta a forma de pagamento da minha divida para com Ele e todos os meus irmãos.
Umbanda é amor, caridade, perdão, humildade e o caminho ao encontro de nós mesmos em busca da paz que, um dia, por desconhecimento ou fraqueza, deixamos de merecer.
Umbanda é minha lição de vida, arrisco a dizer minha própria vida, onde procuro não só adquirir ou transmitir conhecimentos, mas vivenciar aquilo que prego e acredito.
Ninguém dá o que não tem, por isto procuro viver de acordo com tudo aquilo que prego.
 Não sou fanática…sou honesta.
Não posso pregar amor, caridade, humildade, honestidade e perdão se não os conheço e não os tenho. Se tudo que digo ou transmito for falso, Oxalá, os Orixás e meus Guardiões estarão ali para me julgar, por que nada fica escondido, sendo falsa com os outros estarei sendo comigo também.
É tentando ser justa e honesta, tendo fé e humildade que caminho em busca de minha evolução espiritual, servindo aos meus irmãos, não apenas dentro do nosso humilde terreiro, mas quando as Entidades acharem necessário minha presença.
Agradeço todos os momentos de minha vida à oportunidade que Oxalá me deu, de fazer parte do seu Exército, de permitir que este pequeno ser em evolução tivesse conhecimento da Grandeza Espiritual que se descortina aos olhos daqueles que como eu, engatinha rumo à evolução… na esperança de lapidar o espírito… para pouso em novas esferas.
Que a luz de Oxalá ilumine todos seus filhos, em todos os horizontes do mundo.
Benção meu Pai!
 

(Relcain)

O BATISMO NA UMBANDA

Na Umbanda, ainda são poucos os médiuns que são batizados.

É comum constatarmos que ainda existem muitos médiuns desenvolvidos, médiuns de longa data dentro da Umbanda, mas que não são batizados.

Nós Umbandistas precisamos valorizar nossa Religião e mostrar à todos que temos fundamento e sacramentos.

O batismo é indispensável, pois só após o batismo o médium terá uma vida religiosa completa. Este ato é Divino e reveste a aura espiritual e mental. Em todas as religiões, o batismo é sem dúvida um sacramento primordial e na Umbanda não é diferente.

O batismo é o primeiro ato litúrgico para conversão do filho de fé, é um ato simples, porém o mais importante de todos, pois é a porta de entrada da benção Divina de Oxalá e dos Orixás.

Os umbandistas ao se batizarem criam uma ligação muito forte com Oxalá e os seus Orixás.

Assim, o Batismo é o condão de iniciação onde em seu ato batismal se reconhece a aceitação da religião umbandista, bem como, sua condutora nos caminhos divinos, e a aceitação definitiva, a opção e a integração religiosa que abrirá suas portas para as obrigações e iniciações, que surgirão a partir deste momento.

No Batismo, o iniciante e iniciado, recebem a benção dos Orixás e dos Mentores de Luz do contexto espiritual umbandista que lhe abrirão as portas da evolução no caminho de nossa fé. É o florescimento e a coroação do umbandista como prova de sua religiosidade e dedicação.

O batismo dentro da Umbanda tem por finalidade regular a faixa vibratória da pessoa (adulto ou ainda criança) para que durante a sua vida terrena,  ela possa ter uma receptividade para as boas vibrações.

Na Umbanda quando do Batismo, também, escolhemos um padrinho e uma madrinha. O ritual é realizado no terreiro, aos sons das músicas apropriadas para a ocasião.

O sacramento do Batismo é ministrado através dos seguintes elementos:  água, que representa o astral (sentimentos);  sal, que representa o aspecto material (físico);  óleo, o princípio espiritual (divino); fogo, a luz da vela, o principio mental (inteligência) com esses elementos é realizado o Batizado na Umbanda.

É realizado para revestir o espírito e o mental do Ser com uma aura protetora semelhante à proteção Divina que o espírito recebe ao reencarnar. É a “entrada” do espírito na dimensão religiosa da Umbanda, é quando o médium se torna Filho de Olorum e seguidor de Pai Oxalá, passando a fazer parte de Seu “exército branco”.

Ele é o primeiro e o mais importante Sacramento, pois é a porta de entrada para o recebimento das bênçãos divinas e dos demais sacramentos. Pelo batismo, a pessoa é incorporada à Umbanda, passando a ter os direitos e deveres próprios da religião. É um cerimonial litúrgico poético, santificado e participativo da vida divina onde preces, toques, cantos e atos litúrgicos específicos compõem a linguagem expressiva e encantadora de nossa religião.

O ritual pode ser praticado dentro do próprio terreiro, como também na cachoeira. É indispensável a água da cachoeira que tem o poder de limpar, purificar e alimentar nosso espírito e quando jogada ou aspergida na coroa, chacra coronário, faz a purificação desse chacra e ativa-o promovendo uma unificação com as forças espirituais superiores além de fortalecer, equilibrar e alimentar nossa alma com vibrações puras e harmoniosas.

A vela batismal que é acessa simboliza a luz, o ‘espírito vivo’, que deve ser entregue ao batizando para que se lembre da luz que o acolheu e que sempre o acolherá.

Na Umbanda ainda, mais que padrinhos encarnados, contamos com o amparo dos Guias Espirituais e os Orixás que se manifestam na hora da consagração adquirindo a guarda desse médium. Momento mágico e divino que exprime a verdadeira realidade do amor, da bondade e da benevolência, superando qualquer sentimento.

Cabocla Janaina

Minha amiga Rosane pediu que fosse colocado neste Blog, algo sobre a Cabocla Janaina. Mas falar sobre a Cabocla Janaina é um ato que exige muita responsabilidade. Vou, então, me ater ao que vejo e já vi, quando Ela está em terra (incorporada no médium).

Janaina é a cabocla representante das Senhoras na falange das almas. Vem sob a proteção da linha de Iemanjá. É uma entidadde de fala mansa, amorosa, transmite amor e confiança em quem se acerca dela. Apesar do seu jeito amoroso e meio maezona, Ela é energica quando necessário. É, também, muito exigente com seus mediuns, não gosta de rodeio ao dar seus conselhos, sendo direta nas informações.

Gosta de trabalhar, quando incorporada no médium, tendo ao lado um copo com água (faz uso, em goles, após cada passe dado). Gosta de usar a maracá. Apesar de deixar seus médiuns com as feições sisudas, Ela é todo carinho e amor ao falar com os assistentes.

Trabalha diretamente com a força emotiva por meio dos sentimentos de maternidade, misericórdia e amor. Sob sua guarda estão a força do amor conjugal e da procriação. Presta a caridade direcionando seus fluidos ao trabalho de cura.

Gosta de usar velas azuis claras e brancas. Suas oferendas são aceitas sobre pano branco e azul-claro, fitas azuis, espelhos, pentes, perfumes de seiva de alfazema ou seiva de rosas, flores brancas ou azuis, rosas, lírios, mel, guaranás ou bebidas doces e delicadas. Depositadas nas matas, na praia ou beira de rio.

Vale lembrar que o estudo do médium sobre a religião, seu conhecimento sobre as ervas, banhos, oferenda etc. facilita a comunicação da entidade. Cada médium é diferente na personalidade, na irradiação e no recebimento dos fluidos da entidade.

Portanto, o mais importante é fazer tudo de acordo com a consciência, e conhecimento do médium, deixando e dando condições da entidade trabalhar e transmitir seu recado.

Todos somos diferentes como médium, cada um tem uma mediunidade diferente e por isso não devemos nos inspirar ou preocuparmos se determinado médium trabalha assim ou assado.

Deixe sua entidade trabalhar, estude, dê condições dela utilizar todo seu potencial como médium, ai, com o tempo, você vai descobrindo a força que Ela possui e a maneira peculiar Dela trabalhar.

Faça suas obrigações, tome seus banhos, firme seus Orixás e peça à Olorum, luz, firmeza e sabedoria para cumprir sua missão.    (Raquel Elcain)

Minha filha, Rafaela Elcain, trabalha com a Cabocla Janaina e pedi para ela descrever qual era seu sentimento em relação a essa mediunidade.            

Ela escreveu:

Minha mãe pediu para que como Médium da Cabocla Janaina, escrevesse o que eu sentia por ela, mas é muito difícil definir o que eu sinto por Janaina, amo e respeito todas as minhas entidades, sou grata a elas por todo o bem que me fazem mas sinto que tenho uma relação diferente com Janaina, não sei explicar, mas poderia dizer que por ela meu coração “bate mais forte”!

Tenho dentro de mim a certeza que em alguma encarnação, tive Janaina como uma irmã muito querida, que foi muito importante na minha vida por todo amor e carinho que tenho por ela.

Janaina me traz uma paz e uma luz tão grande quando a vejo perto de mim, no momento da incorporação, que me sinto tão feliz de ser sua médium, tão honrada, é um presente que Deus me deu.

Nos meus momentos de aflição, de tristeza, sempre sinto ela a meu lado, passando a mão na minha cabeça e me dizendo que tudo vai passar. Que alguns sofrimentos são necessários pra minha evolução espiritual, mas que tudo passa e os problemas e dificuldades são como as ondas do mar, do mesmo jeito que elas vêem elas vão…

E por todos os meus guias, mas principalmente por Ela, me sinto na obrigação de ser uma pessoa cada dia melhor, mais generosa, mais compreensiva, paciente e caridosa, por que a única forma que tenho de agradecer a Eles, por tudo, é sendo um motivo de orgulho para Eles (os guias), é claro que como ser encarnado estou sempre suscetível ao erro e aos deslizes, mas, quando acho que estou fazendo algo que a desagrada, ou sempre que levo um” puxão de orelha”, aprendi a ser humilde parar e pedir perdão as meus Orixás, a Deus e aqueles que eu magoei, porque tenho muito medo de que um dia a Cabocla Janaina ou qualquer outra entidade, por falhas minhas, não queiram manifestar no meu aparelho. Quero ser, sempre, motivo de orgulho pra minha Cabocla e cada dia mais ser merecedora de tê-la em minha coroa e de tê-la como minha protetora, minha guia…

Na verdade o que sinto por Janaina jamais poderá ser explicado, só é sentido no meu coração, meu amor por ela é inexplicável, sinto que ora encarnada, ora como minha guia. Janaina é minha companheira de muitas e muitas vidas. Rogo a Oxalá todos os dias, que aumente a luz dessa Cabocla, que tão bem me faz e tanto amor me dá.

Salve Janaina, salve a Sereia de Iemanjá e de nosso Pai Oxalá. (Rafaela Elcain)

 

CONHECENDO EXU E POMBA-GIRA

O EXU

Primeiramente há que se dizer que a forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais, porque os espíritos que compõe a falange de Exu são espíritos como nós. Então Exu tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, dois olhos, enfim… São assim como nós. Foram homens e mulheres normais das mais variadas profissões. Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos… Exu não é o Diabo. Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior. Na umbanda, os Exus trabalham em busca da evolução e da prática do bem, portanto ao contrário dos mitos envolto ao “Diabo” ou “Demônio”, os Compadres (Exus) trabalham para resolver os assuntos imediatos, mas nunca prejudicando alguém. Por mais humano que Exu se manifeste e se expresse, devemos sempre ter educação e respeito para nos dirigirmos mentalmente ou pessoalmente a qualquer um deles, pois são senhores Guias Espirituais que trabalham para Deus e os Divinos Orixás com caridade, responsabilidade e muitas vezes a nossa frente para nos defender e proteger de demandas e embates astrais negativos. O exu não é a figura grotesca, horrendas como mostram algumas estatuetas mal interpretadas. Na Umbanda, como ser humano, é idêntico a todos nós; mas sendo espírito desencarnado pode ser visto por sensitivos ou médiuns videntes ou aparece; materializado, tomando a forma que lhe convier: feia ou simpática, inclusive a de um homem viril, musculoso e bonito. Sua imagem com chifres e rabos é herança de sua identificação com o Satanás. E simplesmente um condicionamento proveniente de outras religiões. Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica. Como o Orixá iria “colocar” Exu como Guardião se ele não fosse confiável? Se ele se “vendesse” por um despacho, por cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?

Se até uma criança sabe o que é “certo” e o que é “errado” Exu não vai saber? Exu não é idiota.    

Talvez por sua semelhança conosco, os encarnados, estas entidades transmitam uma imagem de companheiros, de amigos dos mais chegados. Os Exus nas Giras de Umbanda apreciam uma boa bebida, um bom fumo, e uma conversa regada a boas gargalhadas. Se deliciam com uma penosa (frango assado) e uma boa farofa no dendê. Os Exus conversam com seus consulentes com igualdade, são atualizados, pois nos acompanham lado-a-lado. Por esse motivo têm a facilidade de resolver os assuntos “urgentes”, coisas que necessitam de solução imediata. O papel dos Exus é mais atuante do que se pensa. Além de serem mensageiros dos Caboclos e/ou Pretos-Velhos (depende de quem for o guia chefe do médium), ainda possuem uma destacada atuação junto a nós, pois são executores kármicos. O que exatamente isto quer dizer? Quer dizer que se nós andarmos na linha justa, se nos habituarmos a cultivar pensamentos, sentimentos e atitudes equilibradas nosso karma será certamente reduzido ao longo da vida, e nosso amigo Exu nos ajudará em tudo. Mas, se caso assim não procedermos certamente esse mesmo amigo Exu entrará em ação, efetuando a cobrança kármica para conosco mesmos, sempre em nome da Lei Cósmica Divina. Temos que ter em mente que estes amigos nada fazem por si só. Executam ordens de seus “chefes”, ou seja, nossos mentores espirituais. No trabalho do médium de Umbanda um desses Exus é o de frente. Exu é aquele que dá consulta e se coloca a serviço do Guia Chefe do médium. Exu tem mais luz que podemos supor, mas por amor ao Divino Criador e aos Amados Orixás serve à Luz nos campos trevosos, em combate a todos que blasfemam ou que atuam contra as Leis Divinas; Exu oculta sua luz pra poder entrar nos campos negativos em socorro ou combate; Exu verbaliza de forma humana para bem ser entendido por nós; Exu conhece e respeita as Leis Divinas, as Linhas de Trabalho e todos os médiuns que assim merecem ser tratados. Quando em função do trabalho que irá executar ou da “batalha” que irá travar Exu estuda o ambiente que irá entrar, em seguida vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estuda os seus “adversários”, suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão, seus medos, etc. Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater. Lembrando que Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão direta de um enviado de Orixá. Com isto vemos outra capacidade de Exu, vibrar em faixas diferentes de energia.

E detalhe importantíssimo: tudo isso sem a necessidade de sacrifícios de animais e despachos em encruzilhadas, porque quem “recebe” tudo isso é kiumba! Lembrando ainda que isso dentro do Ritual de Umbanda!

Os  guardiões são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente. Os Exus são trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina. Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa é  a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações. A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente as almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira tocamos seus sentimentos mais puros e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, pelo menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que todos, não só os médiuns, tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles os nossos guardiões e, também, da sessão de Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões…) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.   Nas sessões ritualísticas umbandistas, dificilmente um dirigente de terreiro tem força suficiente para desmanchar um trabalho de macumba, usando apenas o seu guia (ou orixá, como queiram). Mesmo porque cada qual tem seu campo de ação limitado. O preto-velho, o caboclo, por exemplo, não descem às camadas vibratórias mais densas com a finalidade de demandar com o exu, assim como o engenheiro não vai preparar argamassa ou carregar tijolos para a construção do edificio. Este o motivo pelo qual, consultamos o preto-velho ou o caboclo, percebendo tratar-se de caso pesado de magia negra, alegam ser coisa para o “compadre” resolver. Que chamem o exu da casa. Logo, cada um tem atribuições próprias dentro da área vibratória que lhe corresponde. Em alguns casos, pode o caboclo, o preto velho desmanchar trabalhos de Quimbanda, embora não seja o normal.   Aos Exus de trabalho podemos pedir ajuda na solução de problemas e ajuda a outras pessoas, sempre conscientes do nosso e do merecimento alheio, sempre sob as Leis de Deus. Ao Exu Guardião devemos pedir somente auxílio nas questões pessoais, no sentido de amparo, sustentação, proteção e condução na linha reta evolutiva. A todos devemos sempre ter respeito, tratando-os com reverência, pela alcunha de senhores.

É necessário entender que na Umbanda não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos para trazer a pessoa em “X” dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança. Lembre-se sempre: a Umbanda é Caridade!
 

A POMBA-GIRA

A Pomba-Gira é uma entidade espiritual de psiquismo feminino, pertencente, tanto às linhas da Umbanda como da Quimbanda. E um exu mulher. Era invocada na Idade Média com o nome de Klepoth, como também é conhecida no Ocultismo.  As Pomba-Giras adoram dançar, na maioria das vezes usam roupas coloridas, extravagantes, geralmente em tons de vermelho e preto, apreciam um bom cigarro, Champagne (em uma bela taça, lógico), a maioria delas se utilizam de rosas vermelhas em suas magias, são vaidosas, sensuais, e extremamente ligadas ao amor. Ajudam nas situações mal resolvidas do coração, que é fator predominante para se viver bem.   Recebe seus presentes nas encruzilhadas em forma de “T”. Sua cor é o vermelho vivo, tanto nas velas como nas roupas e guias (colares). Adora rosas vermelhas, cor de sangue, roupas elegantes, jóias e perfumes caríssimos. A Pomba-Gira comanda 7 falanges compostas de 7 legiões de exus mulheres, cada uma das quais toma diversas identificações: Maria Padilha, Maria Molambo, Sete Saias, Sedutora, Pomba-Gira Menina, da Praia, das Almas, das Matas, etc. Algumas até adotando nomes curiosos pitorescos, como “Assanhada”, “Sirigaita”, “Provocante”, “Adúltera” e outros.  As moças, também chamadas assim de forma carinhosa por todos nós filhos de Umbanda, geralmente se manifestam na Gira dos Exus, pois são elas as companheiras dos Compadres. Cada uma do seu jeito, mas sempre com a beleza e a sensualidade estampadas em seus trejeitos. Assim são as moças, alegres, belas, e profundas conhecedoras do coração. Exu e Pomba Gira quando incorporados em seus médiuns, podem se apresentar de duas maneiras básicas: alegres ou sérios. Mas mesmo na alegria não há desrespeito ou comportamentos inadequados a um templo religioso.  Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de quem? Dos médiuns invigilantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a serviço do astral inferior!   São esses absurdos que fizeram com que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão detestados por outras religiões! Cada filho de Umbanda tem seu Exu individual e sua Pomba Gira. Cada um dos Orixás, com seus correspondentes padrões vibratórios, possui seus Exus.  Vale ressaltar que a Gira de Exus e Pomba-giras são das mais concorridas pela assistência de Umbanda.

 Agora já podemos começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Então, vamos ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”. Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido. E as Pomba-giras seriam as “margaridas” mulheres que trabalham também na limpeza das ruas de nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou o que é pior, para desfazer casamentos… Isto é uma coisa absurda e vulgar… O trabalho da Pomba Gira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.

Esses lixos são:   – Nossos pensamentos e atos negativos.  – A sociedade desigual, perversa e preconceituosa.  – Nossas emoções negativas e egoísta se sobrepondo a nossa capacidade de amar.

Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando.  

Fonte:  Os Exus – J. Edson Orphanake; Os Orixás Umbanda – José Luiz Lipiani; Tambores de Angola – Robson Pinheiro; Os Exus – Sociedade Espiritualista Mata Virgem.

Dança para Iemanjá!

http://youtu.be/XHjBRnCbxz4

♪♫ ♪♫

Como é bonito de se ver
A cigana na areia     ♪♫ ♪♫
Molhando os pés nas águas do mar.
            ♪♫ ♪♫
   
Cabelo solto ao vento
Saia estampada,
Dançando para Iemanjá.

                                ♪♫ ♪♫

Cigana eu te peço, por favor,
Quando encontrares com Iemanjá       ♪♫ ♪♫
Peça a ela que devolva meu amor,
Que ficou perdido nas ondas do mar.
                        ♪♫ ♪♫       ♪♫ ♪♫
 
(Letra e música de Raquel Elcain)